| Instalação Interativa | CARROSSEL | 2006 | 2007
 

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| Carrossel | Instalação Vídeo Interactivo | Colectivo What is Watt? | Fórum da Maia | Maia | Junho 2006.

| Carrossel | Instalação Vídeo Interactivo | Exposição individual "40 horas Serralves em Festa" | Fundação de Serralves | Porto | Junho 2007.

| Descarregar | CARROSSEL | QT-Movie | 2´26´´| MPEG-4 | 12.2 MB.

O projecto experimental | Carrossel | é uma instalação de vídeo interactivo onde é permitido ao espectador uma interacção directa com uma imagem fílmica projectada.

| Carrossel | põe em perspectiva uma imagem filmada com a projecção dessa mesma imagem num espaço virtual tridimensional. A imagem filmada, ou melhor dizendo a imagem-movimento, está directamente relacionada com o seu aparelho de captação (evocamos aqui o Cinematógrafo dos irmãos Lumière). No caso específico de “Carrossel”, quisemos colocar em correspondência directa a projecção das imagens filmadas com a deslocação sofrida pela câmera durante a filmagem. Já não se trata apenas de uma sensação de movimento, mas sim da sua constatação. O espectador, perante a imagem projectada, experimenta e visualiza o movimento que a câmera percorreu aquando das filmagens antecedentes. Num espaço virtual a três dimensões, colocámos as imagens (os fragmentos de filme) na posição relativa à sua filmagem anterior. Ao accionar o filme, não só a imagem que vemos reflecte o movimento de um carrossel, como também são os vídeos que compõem a projecção que estão em movimento e acompanham, por correspondência, a deslocação que a câmara efectuou no momento de captação da imagem.

| Carrossel | é organizado segundo uma interdependência entre as imagens projectadas e a interacção do espectador. A evolução da narrativa e o movimento das imagens no ecrã dependem directamente do comportamento activo do público. Através da acção sobre uma manivela de uma caixa de música, o espectador apreende o desenrolar de uma narrativa sonora e imagética. Esta narrativa, fragmentada, é composta por 6 vídeos a cores de 27 segundos cada, por 90 imagens a preto e branco e uma faixa sonora de 8 minutos (composta por diálogos e música), desenvolvendo-se segundo o seguinte critério: a acção do espectador sobre a manivela da caixa de música despoleta um movimento circular nos vídeos projectados assim como a escuta da banda sonora; a paragem da mesma acção acarreta a mudança das imagens a preto e branco, a paragem da banda sonora e dos vídeos.

O movimento descrito pelos 6 vídeos a cores corresponde ao movimento circular de um carrossel, sendo que o conteúdo desses mesmos vídeos refere-se às filmagens capturadas anteriormente sobre o carrossel. As imagens a preto e branco mostram a sequência final (15 minutos) do filme Strangers in a train de Alfred Hitchcock (1951). Nesta parte do filme a acção tem lugar num carrossel descontrolado: Guy Haines (Farley Granger) é perseguido pela polícia que julga ser ele o autor de um crime (a morte da sua mulher). Bruno Anthony (Robert Walker), o verdadeiro culpado, é apanhado por Haines, depois de uma perseguição e luta frenética no meio de um carrossel em movimento e desgovernado. Anthony morre com a prova do crime na mão (o isqueiro do Guy Haines), ilibando o perseguido Haines.

Para mais informações sobre o projecto, descarregar o artigo " O projecto experimental Carrossel: para uma aproximação ao cinema interactivo".