| Instalação Interativa | A VIAGEM | 2013
 

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A VIAGEM | Carlos Sena Caires + Jorge Cardoso | Instalação Interativa | Tempo variável | 2013

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Uma produção:

VIDEO-OBJECT INTERACTVE DEVICES

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| Palavras-chave | Instalação Interactiva | Narrativa Fílmica | Interface tangível | Navegação | Recepção.

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| Trailer | A VIAGEM | 00:56 | H.264 | 29 MB | ABRIR NO VIMEO

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| Artigo | No BLOG do EL PAÍS (arte-en-la-edad-silicio por:  | 16 de enero de 2014)

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Integrada na Exposição Coletiva PROCESÁLIA 2013 | de 28 de novembro 2013 a 18 de janeiro 2014 | Igreja da Universidade de Santiago de Compostela | Santiago de Compostela | Galiza | Espanha.

Apresentamos “A Viagem”, uma narrativa fílmica interativa que apela à participação do público. Esta obra é baseada num conto curto homónimo, da autoria de Carlos Sena Caires. O conto, dividido em sete fragmento narrativos, relata a história da primeira viagem de comboio de Carlos com a idade de oito anos. Para poder aceder à narrativa fílmica, os visitantes/participantes devem acionar um pequeno comboio de madeira pousado sobre uma pista de railes oval que se encontra em cima de uma mesa. Quanto maior a deslocação do pequeno comboio, maior a duração do fragmento fílmico visionado.

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O dipositivo cénico é composto por uma mesa de madeira sobre a qual se encontra uma pista de comboio, também de madeira, e um ecrã. A mesa tem dimensões de 80 cm de altura, por 90 cm de comprimento e 65 cm de profundidade. No canto superior esquerdo da mesa, duas casas e duas árvores de madeira de pequenas dimensões ajudam a compor a cenografia do conjunto. Com uma forma oval e ocupando a maior superfície do tampo da mesa, a pista de railes serve de suporte para um pequeno comboio de madeira com três carruagens. Este pequeno comboio é móvel e pode ser manipulado pelos visitantes. Na parte central, e com as mesmas dimensões da pista, um ecrã mostra uma narrativa fílmica sempre que o visitante move o pequeno comboio de madeira. O visitante pode circular à vontade à volta da mesa.

“A Viagem” conta a história da primeira viagem de comboio de Carlos, um rapaz de oito anos. Dividida em sete fragmentos narrativos, a história percorre os momentos mais marcantes vividos por Carlos e pela sua mãe no decorrer da viagem. Fascinado pela velocidade do comboio, o jovem Carlos irá cruzar-se com um personagem enigmático que desaparece no meio do trajeto. A estrutura narrativa é não linear e foi concebida de forma a possibilitar o intercâmbio sequencial entre os sete fragmentos que compõem a história. Conscientes do vai-e-vem dos visitantes, esta estrutura não linear permite uma renovação constantes da ordem dos fragmentos narrativos. Assim, a cada interação, e sempre que o interator (Laurel, 1993) chega ao fim de um fragmento narrativo, ele pode escutar um dos outros seis fragmentos de forma aleatória. Sendo um conto curto, esta estrutura permite uma variabilidade de sequências dos fragmentos escutados.

“A viagem começou já íamos a 220” são as primeiras palavras da narrativa fílmica que ouvimos em voz-off. Para poder ouvir e ver o resto da história o visitante deve intervir no dispositivo cénico fazendo mover o pequeno comboio. Quanto maior a deslocação do comboio sobre a pista, maior o tamanho do fragmento fílmico que será mostrado. Uma volta completa à pista permite ouvir um dos sete fragmentos na sua totalidade. Deste modo, é da responsabilidade do visitante/participante decidir sobre o tempo da viagem que quer percorrer, isto é sobre a duração da narrativa fílmica que quer ver e ouvir. “A Viagem” foi instalado pela primeira vez na exposição coletiva “Procesália 2013”, na igreja da Universidade de Santiago de Compostela, em Santiago de Compostela entre os dias 28 de novembro 2013 e 18 de janeiro 2014. Através da observação da participação do público foi possível notar uma total empatia dos visitantes com a peça: por um lado a curiosidade pelo formato e por outro a familiaridade com o brinquedo de madeira permitiram um maior atrevimento dos participantes com a instalação. Ao perceber as condições de “fruição” da obra, o tempo de participação e interação aumenta consideravelmente, sendo expectável que o interator percorra todos os fragmentos da narrativa fílmica.

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